É a criança que temos de considerar o bom selvagem (…), defendendo o seu tesouro de sonho, jogo e criação, a sua espontaneidade e a sua malícia sem maldade, o seu entendimento sem análise e o seu amar do mundo sem a preocupação das sínteses.”

Agostinho da Silva

A criança guarda em si um potencial criativo único e uma linguagem afetiva e emocional, gerada na sua família e contexto social (escola, grupo de pares, outros adultos), expressos de forma mais ou menos eficaz, mediante o esforço de adaptação que lhe é exigido para realidade do que o mundo lhe oferece.

Pensar e sentir a criança no dia a dia é uma conquista importante, pelo desafio constante que é ser criança no mundo atual. Neste sentido podem surgir momentos em que damos conta de interrupções ao saudável desenvolvimento e expressão emocional, gerando dúvidas, angústia e sofrimento, tanto à criança como à sua família.

A consulta de psicologia infantil existe para compreender as necessidades psicológicas básicas da criança, assim como compreender de que forma a família e outros contextos sociais podem influenciar o seu ajuste sócio-emocional, desenvolvimento cognitivo, comportamentos adaptativos e estado de saúde global.

Enquanto terapeuta é através do brincar que irei ajudar a criança a desenvolver estratégias saudáveis, como forma de interação consigo mesma e com o meio que a circunda. Assim, esta consulta envolve a observação, avaliação, análise e acompanhamento em situações de:

  • Vulnerabilidades emocionais e alterações do comportamento (choro fácil, dificuldade de separação, impulsividade e dificuldade no controlo de impulsos, comportamento alimentar, birras);
  • Saúde mental infantil (psicose, depressão, anorexia);
  • Vulnerabilidades no processo de aprendizagem (globais e específicas – leitura e escrita, ortografia, cálculo mental);
  • Trauma e perda (situações traumáticas, luto);
  • Doença crónica infantil;
  • Vulnerabilidade na relação e na comunicação (perturbação do espectro do autismo);
  • Vulnerabilidades na relação com o grupo de pares e ao nível das competências interpessoais (inibição social, bullying);
  • Stress associado a alterações da dinâmica familiar (divórcio parental) ou mudanças de espaço físico/ geográfico (mudança de casa, mudança de país);
  • Conhecimento e domínio do mundo virtual (a que conteúdos se acede via Internet).